Em 1991, o pesquisador Mark Weiser apresentou um conceito inovador de Computação Ubíqua onde os computadores deveriam ser simples de utilizar e estarem integrados de forma transparente, mas precisamente invisível na percepção do usuário e fazendo mais fáceis as tarefas do dia a dia. Para tal, é necessário integrar a computação móvel e a computação pervasiva possibilitando a utilização de características essenciais como: mobilidade, sensibilidade ao contexto, adaptabilidade, interoperabilidade e segurança.
Para alcançar tais características, o processamento computacional pode estar embarcado em diferentes dispositivos atuando em áreas como: automação residencial, monitoramento ambiental, computação vestível (wearable computing), cidades inteligentes (smart cities), dentre outros. Desta forma a quantidade de dispositivos por pessoa aumenta significativamente, pois atualmente podemos associar tranquilamente pelo menos três dispositivos por pessoa – computador/notebook, smartphone e tablet.
O número de coisas que estão conectados à Internet cresce exponencialmente, ocasionando uma nova concepção denominada Internet das Coisas. Espera-se que a Internet das Coisas sejam compostas por objetos inteligentes e pequenos conectados, mesmo com restrições em termos de capacidade de memória, capacidade de processamento, autonomia energética e de comunicação.
Quando pensamos em coisas conectadas temos que expandir nossos pensamentos de objetos naturalmente
concectados – tablets e smartphones – e de objetos com simples integrações – máquinas digitais e eladeiras. A abstração de equipamentos eletrônicos nos permite pensar em casas/prédios, plantas e animais, cadeiras e livros.
A localização de um livro na biblioteca com RFID, GPS e endereço IP nos permitiria uma fácil localização.
Para tornar possível a conecividade dos objetos inteligentes, podemos citar como possíveis tecnologias: 6LoWPAN, utilizável para sensores sem fio Redes (IEEE 802.15.4), Bluetooth Low Energy (IEEE 802.15.1) para Wireless Personal Area Networks ou WiFi Low Power (IEEE 802.11) para redes locais sem fio, e futuramente LTE-A para Wide Area Networks.
Esta nova concepção da Internet torna-se possível em função do Protocolo de Internet (IPv6). IPv6, como visto anteriormente, oferta um maior o espaço de endereçamento de forma a apoiar todos os novos dispositivos habilitados para Internet. Neste contexto, uma das possibilidades de sua utilização é através do 6LoWPAN.
Caso queiram aprender mais, leiam o livro abaixo.


